Algumas atitudes de nossa sociedade são respeitáveis, embora
em desacordo com meus princípios. Outras, porém, são insuportavelmente
absurdas. São formas de preconceito velado, de opressão das minorias e uma hipocrisia que não se sustenta e não se justifica.
Ainda essa semana conversando com um colega, eu dizia não
respeitar determinados grupos de pessoas, como os preconceituosos religiosos
fundamentalistas intolerantes. Pode soar agressivo e imagino já ter encontrado
a essas linhas, críticas e contestações. Já imagino que alguns firmam que eu
tenho que respeitar a todos. Não, não tenho.
Não tenho respeito nenhum por preconceituosos, homofóbicos,
hipócritas e pessoas de má-fé que agem inescrupulosamente a esfregar na cara da
sociedade que seu restrito grupo está seguro no tocante à salvação e que todo o
restante age abominadamente aos olhos de seu deus. Quando tratam a
homossexualidade, como uma de suas aberrações bíblicas. Quando demonstram que
não importa o quão humano possa ser, se não assumir especificamente sua
profissão de fé, de nada vale. Desprezam
valiosas idéias fundamentadas na convivência social e no racionalismo, como
ética, cidadania, direitos humanos e solidariedade em troca de sermões vazios e
profundamente preconceituosos. Quando influenciam inocentes fiéis a abrir mão
de seu valor de cidadão a fim de votarem em candidatos pertencentes ao seu
restrito grupo religioso nos processos eleitorais. Quando se mostram
indiferentes ao conhecimento científico acumulado, mostrando absoluto
desrespeito por tudo o que a sociedade racional construiu em matéria de
conhecimento em troca de seus alienados sermões.
Tenho sim, respeito por pessoas religiosas que valorizam
antes a dignidade da pessoa humana, e se dedicam ao combate de toda forma de
preconceito ou perseguição, mas de forma atuante e não omissa. Como tenho dito,
entrei num estágio de tolerância ao convívio com pessoas altamente intolerantes,
já que estes por seu turno, utilizam discursos definitivamente preconceituosos,
excludentes e intolerantes.