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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

O racionalismo em sala de aula

Um colega de profissão disse-me que todo professor leva para sala de aula suas influências religiosas a fim de persuadir seus alunos. Da mesma forma eu estaria rejeitando as formas de doutrinação a que estamos acostumados porque estaria pretendendo enfiá-los o ateísmo goela abaixo.

Ora, se assim fosse, estaria ensinando a eles que Deus definitivamente não existe, como eu pude concluir a partir de minha própria lógica, de minha dedução. Não ensino dessa forma, porque não cabe à escola deferir sobre a existência de divindades. Cabe a ela produzir e reproduzir conhecimento e contribuir para uma sociedade mais justa, valendo-se do respeito aos direitos inerentes à pessoa humana, da ética e da cidadania. Assim, não ensino existência e nem inexistência de Deus, mas procuro estimular debates racionais sobre o meio

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

A tolerância e o respeito


Algumas atitudes de nossa sociedade são respeitáveis, embora em desacordo com meus princípios. Outras, porém, são insuportavelmente absurdas. São formas de preconceito velado, de opressão das minorias e uma hipocrisia que não se sustenta e não se justifica.

Ainda essa semana conversando com um colega, eu dizia não respeitar determinados grupos de pessoas, como os preconceituosos religiosos fundamentalistas intolerantes. Pode soar agressivo e imagino já ter encontrado a essas linhas, críticas e contestações. Já imagino que alguns firmam que eu tenho que respeitar a todos. Não, não tenho.

Não tenho respeito nenhum por preconceituosos, homofóbicos, hipócritas e pessoas de má-fé que agem inescrupulosamente a esfregar na cara da sociedade que seu restrito grupo está seguro no tocante à salvação e que todo o restante age abominadamente aos olhos de seu deus. Quando tratam a homossexualidade, como uma de suas aberrações bíblicas. Quando demonstram que não importa o quão humano possa ser, se não assumir especificamente sua profissão de fé, de nada vale.  Desprezam valiosas idéias fundamentadas na convivência social e no racionalismo, como ética, cidadania, direitos humanos e solidariedade em troca de sermões vazios e profundamente preconceituosos. Quando influenciam inocentes fiéis a abrir mão de seu valor de cidadão a fim de votarem em candidatos pertencentes ao seu restrito grupo religioso nos processos eleitorais. Quando se mostram indiferentes ao conhecimento científico acumulado, mostrando absoluto desrespeito por tudo o que a sociedade racional construiu em matéria de conhecimento em troca de seus alienados sermões.

Tenho sim, respeito por pessoas religiosas que valorizam antes a dignidade da pessoa humana, e se dedicam ao combate de toda forma de preconceito ou perseguição, mas de forma atuante e não omissa. Como tenho dito, entrei num estágio de tolerância ao convívio com pessoas altamente intolerantes, já que estes por seu turno, utilizam discursos definitivamente preconceituosos, excludentes e intolerantes.